Essa postagem é destinada as pessoas como minha namorada, que nunca souberam como o rpg é jogado. Eu dedico esse artigo de postagem a ela!
O rpg é um mito em nossa sociedade moderna . As religiões protestantes informam que é uma pratica do demônio. A mídia associa a morte de estudantes em um cemitério em Minas Gerais ao jogo (mesmo os acusados tendo sido inocentados e a própria mãe da vítima parece ter parado de culpá-los) e agora até uma novela tenta mostrar o rpg como um seita de garotos malvados e autistas. Todas essas fontes de informação são incompletas, e só quem pode ver isso é quem presencia um jogo de RPG. Por isso sentem na mesa agora, e vamos começar a aventura.
Como eles querem fazer o RPG ser:
Pra você jogar RPG precisa de um punhal consagrado pelo demo, uma mesa de sacrifícios, estar em um cemitério, usar roupas pretas, cantar : “666 the number of the beast. Hell and fire was spawned to be released”... dados satânicos, e livros com imagens de monstros devorando gente.
O jogo consiste em sentar numa mesa com amigos, onde um deles será chamado de narrador(algumas vezes conhecidos também como mestres, M.j. ou Mestre ladrão), ele é o jogador que conta as histórias onde os outros jogadores deverão interagir nela. Cada jogador tirando o mestre terá um personagem para interpretar.(muitas vezes a interpretação é mais falando pra que lado você quer ir ou que atitude tomar frente a uma adversidade).
Para jogar RPG você precisa de:
Papel (geralmente uma ficha de personagem impressa) lapis(ou caneta, lapizeira, carvão, tinta guache, etc...) borracha (ou dedo lambido) dados, salgadinho(não é regra mas quase sempre têm), refrigerante (não tente jogar alcoolizado) e pessoas querendo se divertir como em um jogo de tabuleiro.
Quando criança é bem comum alguém imaginar estar em um mundo fantasioso, onde você pode ser desde um cowboy, ou um grande lutador. As crianças costumam fazer brincadeiras em conjunto que são como combates imaginários. (quem nunca gritou: VOCÊ NÃO ACERTOU NÃO. Enquanto o outro gritava: EU ACERTEI SIM. VC ESTAVA NA MIRA E EU ATIREI, AGORA MORRE LOGO E CALA A BOCA!) pois bem. O RPG é você colocar regras nisso.
Imagine uma cena de um filme qualquer. Usarei como exemplo um filme pouco visto: A lagoa azul.
Você estava a bordo de um navio nalfragado e acabou encontrando uma ilha paradisíaca. Coqueiros enormes estão a sua frente, as areias brancas e limpas estão geladas, porém lhe trouxeram esperança de não morrer afogado. Barulhos na mata a sua frente lhe fazem pensar que há muita vida animal pulsando na floresta. No entanto como é um local desconhecido também pode ser perigoso, trazendo animais ferozes ou qualquer coisa que sua cabeça pode imaginar...
Nesse momento os jogadores que controlam os personagens que naufragaram podem escolher o que fazer. Qualquer ação é possivel, desde que possa ser executada pelo seu personagem. Nessa hora, pra saber de suas capacidades e limitações, os jogadores terão uma ficha contando basicamente como é seu personagem. Se ele é forte, inteligente, carismático, resistente (dependendo do jogo que for, pode ter especificações como seu grau de aparência ou quão chato você pode ser). Depois das descrições chega a parte onde cada um decide o que fazer. Um dos jogadores da mesa pode decidir explorar a floresta, dizendo a direção que pretende tomar. Os outros jogadores podem ficar discutindo de quem foi a culpa do navio nalfragar.
Imagine o jogador que decidiu ir mata a dentro encontrando comida, água e um lugar propício para a construção de uma cabana. O jogador em questão pode escolher o que fazer com essas informações. Desde não contar nada a ninguém ou até mesmo começar a construir tudo sozinho. Imagine se esse personagem encontra um animal feroz. Ele pode optar por enfrenta-lo se possuir alguma arma ou alguma habilidade em combate (as vezes ele pode querer enfrentar, mesmo não tendo nenhum dos dois e ainda culpar o narrador pelo seu personagem morrer).
Geralmente a função inicial do mestre é criar um clima onde todos precisem se unir pra conseguir vencer os desafios que serão apresentados pelo narrador.
Continuando a mesma história proposta, o narrador pode descrever que essa ilha é habitada por indígenas canibais e que estão famintos por carne nova!
Os jogadores teriam que decidir pelos seus personagens o que fazer. Se iriam entrar em batalha contra esses indígenas. Se iriam tentar uma comunicação pacífica entregando um dos personagens para honrar o acordo de paz. (se na mesa de RPG tiver pessoas íntimas, que tenham com você um nível de implicancia, é bem capaz disso acontecer mesmo)
Agora você já está entendendo mais ou menos como é esse jogo , aguarde a próxima postagem com mais informações.


"(as vezes ele pode querer enfrentar, mesmo não tendo nenhum dos dois e ainda culpar o narrador pelo seu personagem morrer)"
ResponderExcluirSenti uma indireta no Ar =]
nunca Luiz. eu não seria capaz!
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